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Declaração institucional - 17 de maio Dia das Letras Galegas

10/05/2013

Declaração institucional
Por ocasião do Dia das Letras Galegas 2013



Um ano mais comemoramos o Dia das Letras Galegas. Esta data foi instituída pelos herdeiros do "galeguismo histórico" para canalizar as energias do povo galego, como nacionalidade histórica, contra o regime franquista e promover e manter vivo o maior património colectivo de que dispomos os galegos: o idioma próprio. Diante da situação de repressão, marginalização e desprezo que sofria o galego por parte do Estado centralista e uniformador, foi a fórmula que criaram para procurar a sobrevivência coletiva.

Felizmente o franquismo hoje é história, mas a situação da nossa língua está piorando. A legislação ampara o uso do idioma galego, é verdade, mas a praxe e as inércias, fruto da dificuldade de transformação das mentalidades, continuam a produzir efeitos devastadores para a nossa língua que é necessário corrigir. Assim podemos constatar que a transmissão da língua de pai para filho, corrente natural e necessária para a sobrevivência deste, apresenta umas estatísticas desoladoras.

Por outro lado, os meios de comunicação de massa estão a conseguir em poucos anos o que séculos de perseguição por parte do Estado não tinha conseguido: impor o idioma castelhano como único idioma espanhol.

Há um provérbio popular galego que afirma: "O falar não tem cancelas." Infelizmente alguns dirigentes políticos, que ostentam responsabilidades de que não são dignos, teimam em colocar, uma e outra vez, cancelas para o galego. Aqueles que têm a obrigação por lei de defender o nosso idioma estão legislando contra os anteriores consensos como a Lei de Normalização Linguística, com a finalidade, sob uma etiqueta de falsa liberdade, de garantir os atuais privilégios do idioma espanhol.

Se bem é certo que o bilingüismo individual é enriquecedor e desejável para as pessoas, e que estudos científicos têm demonstrado que esses indivíduos atingem melhores resultados académicos, também o é que o chamado "bilinguismo social" não existe e que tal designação é um eufemismo para ocultar o conflito linguístico que a nossa sociedade sofre.

Defender a liberdade é defender o oprimido, é defender o nosso idioma. Nenhum pai ou mãe quer verdadeiramente os seus filhos se lhes nega o tesouro da nossa língua própria. Desde a Câmara Municipal de Corcubión incentivamos a gente a viver cada dia em galego, sem complexos, fazendo uso da língua que herdamos dos nossos antepassados.


Governo Municipal de Corcubión


Data início: 10/05/2013

Data fim: 18/05/2013

Tipo: Informações

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